9.5.13

Cria

Elaeu um dia reencontrou sua criança
Elaeu, sua cria
Elaeu, sua dança
Elaeu se lança
Um dia Elaeu alcança
caminha bordadeira de suas andanças
nos fios: a trança
Elaeu nas fronteiras de esperanças
num mesmo lugar Elaeu balança
Elaeu a noite se torna cria de sua dança


3.5.13

então Elaeu barulhava
ouvia-se em ruidos mais do que ruidosos
ouvia-se nos seus ru-Idos silenciosos
cio d'Elaeu de cada dia
tudo ecoava
e
cingia
d'Elaeu nada partia

30.4.13

rosa

sou dada ao vento
dessas que numa hora se sopra
e nos ouvidos, os ruidos se fazem prosa
sou daquelas que fala com as rosas
nas chamas que me correm
sangro-me os segredos
entre os dedos

11.4.13

E's

das partes de mim que se encontram
delas faço surgir desencontros
do outro lado da margem: o outro
o que no outro sou acesso?
o que no outro me manifesto?
nesses re-caminhos vividos,
as camadas vão se refazendo
se recriando e re-tendo
quantos "e's"são necessários para somar as fronteiras aquilo que do outro em mim desconheço?

7.4.13

sercular

da primeira vez que me vi célula, era só silêncio

explosão de claridade na profundidade escuridão
são
a cada respiração, entonação, fios me teciam
ação
jornada a dentro, eu me adentro
jorro
lágrimas de cores vulcânicas cachoreiravam de mim
marcando o caminho, abrindo espaço
compasso
eu célula diante de minha dimensão secular
a existência é o que há de mais sútil neste viver